Prefeitura proíbe festas “raves” em Sumaré

Por Célio 05/08/2019 - 15:03 hs

As festas de música eletrônica com mais de oito horas de duração não podem mais ser realizadas em Sumaré. A proibição das chamadas “raves" foi determinada pelo prefeito Luiz Dalben (PPS) através do decreto 10.589/2019, publicado no Diário Oficial do município no último dia 25.

O impedimento chega cerca de duas semanas após uma confusão em uma festa realizada na cidade, que provocou correria e deixou quatro pessoas baleadas, entre as quais, um adolescente.

No decreto, o prefeito justifica ter recebido, nos últimos anos, denúncias de perturbação pública por eventos caracterizados como “raves” com o “envolvimento de jovens aparentemente menores de idade e com suposto trânsito de drogas ilícitas”.

O texto proíbe a expedição de qualquer tipo de alvará, licença ou permissão para esse tipo de festa. Além disso, prevê que o servidor que tomar conhecimento de alguma solicitação para a realização de “raves” deverá avisar seu superior que comunicará a Secretaria Municipal de Segurança Pública. Por sua vez, para evitar que as festas aconteçam de forma clandestina, a pasta deverá intensificar as rondas nas redondezas do local previsto para a realização do evento.

Caso alguma “rave” seja flagrada, a fiscalização de posturas, apoiada pela Guarda Municipal, deverá intervir no local para cessar a festa.

Apesar de não especificar detalhadamente como os organizadores poderão ser punidos pela infração, o decreto municipal indica que as penalizações serão aplicadas de acordo com a legislação em vigor.

CONFUSÃO. Na madrugada do dia 14 do mês passado, quatro pessoas, entre 16 e 20 anos, foram baleadas durante a realização de uma “rave” no bairro Parque Casarão. Segundo o boletim de ocorrência registrado sobre o assunto, uma confusão foi causada no espaço por pelo menos 100 pessoas que teriam tentando invadir a festa, soltando rojões em direção à bilheteria, momento em que também foram ouvidos disparos de arma de fogo. Residências vizinhas ao local do evento também foram alvo de invasão e vandalismo, conforme testemunhas. Nos dias seguintes à “rave”, moradores de diversos bairros da região começaram um abaixo-assinado pedindo a proibição desse tipo de festa.

Renata Muniz